EXPERIÊNCIAS COM O DEMÔNIO – Foram necessários seis exorcismos para resgatar Aldina das trevas. Afinal, porque razão o demônio a perseguiu?

Portas pelas quais o demônio pode entrar em nossa vida

 

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Aldina tinha uma vida de luxo e uma carreira sólida, mas sentia-se vazia. Durante 10 anos, procurou respostas e um sentido para a vida em médiuns, terreiros e astrólogos – o que, acredita, abriu as portas ao demônio. Aos 33 anos, viveu um autêntico filme de terror e foi diagnosticada com esquizofrenia, mas só os exorcismos a curaram.
Aldina ficou assustada. Da terceira vez que foi ao terreiro e a seguir a um ritual, os médiuns começaram a incorporar espíritos. Naquele dia, os homens estavam vestidos de dráculas e as mulheres de prostitutas. Fumava-se e bebia-se muito. Tudo diferente da primeira vez, em que os mesmos médiuns apareceram vestidos de branco e o ambiente “parecia encantador”. No momento em que quis ir embora para não voltar mais, uma força sobrenatural empurrou-a contra uma parede. “Voei, não sei como aconteceu.”
Aldina nunca teve razões para se queixar da vida. Construiu uma carreira sólida como designer de moda e chegou a gerir equipes de design em empresas de renome. Ia a festas, viajava pelo mundo inteiro, tinha amigos em toda a parte, frequentava os melhores ginásios e os melhores restaurantes. Gastava toneladas de dinheiro em roupa e maquiagem. “Vivia a vida intensamente.” Mas, ao final do dia, depois das festas e dos copos, era o vazio. “Achava ter tudo e, afinal, não tinha nada.”
Durante 10 anos tentou encontrar-se em todo o tipo de espiritualidades para fugir ao vazio. Fez ioga e reiki e, pelo meio, passou pelo consultório de dezenas de médiuns, astrólogos e cartomantes.
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Entrou em centros espíritas e terreiros. Era batizada, dizia-se “católica não praticante”, mas não sabia que a Igreja proíbe essas práticas.

 

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Tinha fé e acreditava em Deus. Talvez por isso, e no meio da procura pelo sentido da vida, rejeitou sempre tudo o que estivesse ligado ao satanismo. “Nunca me meti em magia negra porque isso chocava com a minha ideia de bem e de fé, mas o resto achava inofensivo e até considerava que era divino e compatível com o meu catolicismo. Não via mal nenhum nas coisas.”
A certa altura, frequentou um centro espírita durante meses – um pavilhão onde, uma vez por semana, se reuniam centenas de pessoas e trabalhavam dezenas de médiuns, entre eles médicos, professores e enfermeiros. Gente instruída e de classes sociais elevadas. Ali, misturavam-se imagens católicas, de Jesus e de santos, e elementos “estranhos e supersticiosos”. E não se pagava nada. “A maioria das pessoas considerava-se católica, como eu”, recorda Aldina.
Com o tempo, foi acumulando livros nas estantes. “Como gosto de ler e de estudar, comprava tudo sobre ocultismo e espiritualidade.” Chegou a ter mais de 70 obras em casa, a maioria sobre filosofias ligadas ao movimento Nova Era – criado nos anos 1960 e que funde teologia, metafísica oriental e crenças espiritualistas. Muitas das videntes que consultou eram charlatãs e isso tornou-se evidente logo na primeira consulta. Outras, porém, conseguiram seduzi-la: “Tocavam em pontos chave da minha vida ou descreviam acontecimentos passados que só eu sabia.”
A procura pelo sobrenatural acentuou-se com a morte do pai. Queria saber se ele estava em paz. Uma das videntes dizia falar por ele e imitava características da voz e gestos na perfeição.

 

 

Sinais do demônio

 

 

Em Agosto de 2010, poucos dias depois de fazer 33 anos e a seguir a um curso ligado à Nova Era, Aldina teve a primeira perturbação diabólica: sentiu uma presença constante e forte. De noite, não dormia com medo e, de dia, era perseguida por um peso “extraordinário, como se carregasse o mundo às costas”. Por esses dias, começaram os pesadelos. “Tão fortes, que acordava aos gritos.”

 

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De regresso de umas férias e à chegada ao Porto, entrou numa igreja. Pediu ajuda a Deus. E o que se seguiu, garante Aldina, foi “uma batalha contra o mal”. As manifestações passaram a ser quase diárias: “Ficava com uma força sobrenatural, falava em línguas estranhas, dava arrotos fortíssimos, o cabelo ficava em pé e todo embaraçado, a barriga inchava ao ponto de parecer grávida de meses, não suportava olhar para a cruz de Cristo.”

 

Com os primeiros sintomas, chegaram acidentes constantes e problemas no trabalho. Os pesadelos pioraram e, de noite, via vultos no quarto: “Os primeiros meses foram terríveis.” Nessa altura, trabalhava como freelancer e já não conseguia segurar as encomendas. Tentava disfarçar, dizia que estava doente. Se contasse o que sentia, o mais certo era as pessoas “não entenderem”. Tudo o que pensava era em recorrer a um exorcista, mas a família insistia que fosse a um psiquiatra, convencida de que poderia ser um caso de esquizofrenia. Tinha a certeza de que não era isso: “Já viu alguém enlouquecer de um dia para o outro? Ainda assim, fui.” O médico receitou-lhe medicação para a doença, mas Aldina diz que nunca a tomou. Ainda a tem, intacta, em casa. “Tomei só algumas vitaminas.”

 

Preferiu a ajuda de um padre, mas o primeiro a quem recorreu não a “entendeu”, apesar de até ter tido uma “reação” diabólica mesmo à frente dele. Até que outro padre lhe falou do exorcista de Lamego.

 

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Nessa altura, em 2011, o padre Sousa Lara atendia sem marcação, um dia por semana. Fez-se à estrada e, assim que encarou com ele, teve uma crise. O caso foi imediatamente considerado grave: “Nesse dia, necessitei de várias pessoas a segurarem em mim.”

 

 

A libertação

 

 

 

Foram preciso quatro exorcismos iniciais e, passados alguns meses, mais dois. Seis sessões para convencer o demônio a ir-se embora. O exorcista receitou-lhe trabalho de casa: ir à missa, rezar o terço e a oração de libertação todos os dias e confessar-se no mínimo uma vez por mês. “Deveria viver em estado de graça para que Deus pudesse agir totalmente. E se deixarmos brechas, como confissões mal feitas, dificilmente ficamos curados”, explica Aldina.
Há casos, como contou nas páginas anteriores o padre Sousa Lara, em que os exorcizados ficam completamente inconscientes durante as sessões. Mas os exorcismos de Aldina não foram assim: “Estava consciente, mas não conseguia controlar os meus movimentos e o que dizia.” No fim de cada sessão, experimentava sempre o mesmo: “Sentia-me temporariamente aliviada, mas com o corpo muito dolorido, como se tivesse feito exercício físico intenso.”
Para conseguir libertar-se, teve de mudar de vida. Deixou de viver com o namorado, com quem já partilhava casa há anos: “Caso contrário, não me poderia confessar.” Para a Igreja, a coabitação antes do casamento é pecado. “Passei a querer ser obediente e fiel ao meu batismo e hoje entendo perfeitamente o motivo deste pedido da Igreja.

 

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Os planos de Deus são perfeitos, mas nós, infelizmente, nas últimas gerações, achamos que vale tudo. Há cada vez menos casamentos que duram toda a vida porque estamos a viver uma geração egoísta”, diz. Se no início estranhou ser católica praticante, agora a Igreja entranhou-se: “Vivo tudo mais intensamente”.
Compreendo a graça de um casamento católico, do que é ser um sacerdote ou consagrado, do que são os sacramentos da Igreja na nossa vida. Tem sido uma longa e maravilhosa caminhada. Há males que vêm para bem.”
E, afinal, porque razão o demônio a perseguiu? Aldina está convencida de que “muitas portas espirituais” se abriram ao longo de uma década entre videntes, terreiros, espiritismos e adivinhações. Já passaram mais de três anos desde o fim dos exorcismos e não voltou a ter ataques. “Tive a graça de ser resgatada, mas quantos não se salvarão?”

 

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Somente para lembrar que o demônio é um inimigo poderoso. Nunca o subestime, achando que será fácil o combate contra as forças das trevas.

 

Segundo os exorcistas, o demônio é muito inteligente, tenta sempre enganar quem lida com ele.

 

O verdadeiro ‘triunfo’ do demônio, porém, é que ele está “sempre escondido” e a coisa que mais deseja é que não se “acredite na sua existência”. Ele “estuda a cada um de nós, nas suas tendências para o bem e para o mal, e depois suscita as tentações”, aproveitando-se das nossas fraquezas.

 

Disse Santo Afonso de Ligório: “A vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus e a nossa alma”.

 

São Ambrósio dizia que na terra só caminhamos sobre ciladas armadas por nossos inimigos demoníacos a fim de nos roubarem a graça divina.

 

(Nota de Dilson Kutscher – site www.rainhamaria.com.br)

 

 

Fonte: ionline.pt e Rainha Maria

Site Consultado: http://www.mulhervestidadesol.com.br/Pagina/130/Portas-pelas-quais-o-demonio-pode-entrar-em-nossa-vida 

 

 

 

Autor: Miriam Nunes

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